Vejam a notícia, e na sequência a minha crítica:

O Núcleo Softex Campinas realizará, no dia 15 de abril, o curso “APF- Análise de Ponto de Função”. Direcionado aos profissionais que lidam com medição ou validação da medição e software do APF, o objetivo do curso é capacitar o participante em sua aplicação.

O programa acontecerá no campus da Unicamp e deve apresentar conceitos, exemplos de aplicação e exercícios práticos. O treinamento segue o formato recomendado pelo IFPUG – International Function Point Users Group e é baseado no Counting Practices Manual Versão 4.2 (CPM 4.2).
Mais informações no portal www.cps.softex.br

Crítica:
Depois de muitos anos trabalhando com desenvolvimento de software, me sinto a vontade para dizer que é um fato, um triste fato que o uso de métricas para planejamento e validação de desenvolvimento de projetos de software não é uma das disciplinas mais respeitadas, muito pelo contrário, o mercado está cheio de “especialistas” que com sua “experiência” e “expertise” são capazes de ver a especificação de um projeto e na base do “olhômetro” dizer o tempo necessário para este desenvolvimento… Balela, não preciso nem dizer que a margem de erro é absurda e os atrasos constantes.

Sou a favor do uso de métricas, sou a favor do uso de índices e coeficientes não apenas para melhorar a acertividade de um planejamento como também para validadar o resultado de um desenvolvimento e assim verificar a necessidade ou não de se ajustar os coeficientes usados no planejamento inicial.

Olhando por esse ponto de vista, acho louvável a iniciativa da Softex, mas a minha crítica se deve ao fato de que na minha humilde e modesta opinião, APF (que a anos atrás quando eu utilizei tinha uma margem de erro da ordem de 30% segundo especialistas) está desatualizada em relação as tendências e necessidades atuais do mercado.

As técnicas, os métodos, as ferramentas em uso atualmente, que visam atender as necessidades de economia e agilidade no desenvolvimento de projetos de software, fazem da APF uma ferramenta desatualizada, onde seus critérios de complexidade de uma funcionalidade baseado em quantidade de atributos e interfaces de entrada/saída dentre outros elementos de que ela se utiliza, estão aquem da capacidade de se mensurar de forma rápida outros elementos inerentes a um projeto como design, interoperabilidade entre plataformas como on e off line, mobile e etc, além de uma série de outras considerações que renderiam muito assunto para este post.

Por isso minha crítica, e minha sujestão, se possível, pelo menos usem algo como UCPF (use case point function/ pontos de função por caso de uso), evoluam para métodos ágeis como SCRUM que proporcionam novas perspectivas para adoção de métricas, enfim vamos buscar evoluir, aquilo que pode ser evoluido e melhorado, mas caso isso não seja viável pra você, então use APF mesmo, mas use alguma coisa além do seu “feeling”.



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